Operação também passou pelo Paraná
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quarta-feira, 27 de outubro de 2004
Rodrigo Sais<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Segundo fontes ligadas a Polícia Federal (PF), a Operação Chacal também desenvolveu atividades no Paraná ontem. Apesar da PF do Paraná não ter sido incluída na operação, 10 agentes de São Paulo teriam comandado a apreensão de documentos em uma empresa em Curitiba supostamente ligada ao caso Kroll/Opportunity.
O grupo Opportunity atua em duas importantes empresas que têm sede no Paraná. O grupo integra o consórcio Dominó Holdings, que detém 40% das ações da Sanepar e integra o Conselho Administrativo da empresa. Além do Opportunity, que detém 27,5% das ações da Dominó, integram também o consórcio a Veolia (ex-Vivendi) com 30% das ações, Andrade Gutierrez, com 27,5% e Fundação Copel, com 15%.
O Opportunity também é um dos acionistas da Brasil Telecom, que atua no Paraná. Juntamente com os fundos de pensão dos funcionários do Banco do Brasil (Previ), Caixa Econômica Federal (Funcef), Embratel (Telos) e Petrobrás (Petros), o Opportunity arrematou empresas de telefonia privatizadas na década passada.
A atuação do grupo, porém, é alvo de várias contestações na Justiça. No Paraná, o governo estadual busca de todas as maneiras anular o pacto de acionistas que deu ao Dominó Holdings parte do controle administrativo sobre a Sanepar. Há 15 dias, o procurador Sérgio Botto de Lacerda anunciou que estava tomando medidas judiciais para cobrar R$ 40 milhões que seriam do governo e teriam sido distribuídos ilegalmente para os sócios do Consórcio Dominó.
Nas empresas de telefonia, o Opportunity e seu controlador Daniel Dantas também têm sua atuação contestada. Os fundos de pensão que adquiriram as empresas de telefonia junto com o Opportunity acusam Dantas de realizar manobras para assumir o controle efetivo das empresas.
Outra acusação contra o Opportunity refere-se à criação de um fundo de investimentos situado nas Ilhas Cayman. Uma denúncia feita pelo Ministério Público e pela Comissão de Valores Mobiliários apontou que o grupo captava recursos de investidores brasileiros para transferir para o exterior através do fundo, o que é considerado ilegal pela legislação brasileira.


