Agência Estado
De Brasília
O grupo de Euclides Erian da Silva e Maxuel Nunes, que está sendo investigado, teve outro importante baque este ano, com a apreensão de 340 quilos de cocaína na Guiana Francesa. A droga seria enviada ao Brasil, de onde iria para o mercado exterior. Mendonça também é suspeito de tentar enviar US$ 2 milhões para o exterior, por intermédio de uma mulher – cujo nome está sendo mantido em sigilo – resultado da lavagem de dinheiro. Ela foi presa no Aeroporto do Rio.
Os traficantes investigados pela CPI também se voltaram para o Sudeste, depois que a Operação Tornado atingiu parte do esquema. Pelo Porto de Vitória (ES) saíam poucas quantidades para a Europa. Um dos carregamentos foi apreendido no navio ‘‘Neptunia Mediterrâneo’’, quando foram presas sete pessoas. O abastecimento do mercado interior estava sendo feito por São Paulo, segundo a PF descobriu este ano. Parte da droga começou a ficar no Brasil, para atender traficantes da capital paulista e do Rio.
Este esquema será o principal alvo das investigações da CPI. Os deputados querem saber se há uma provável conexão com o esquema de Campinas e William Sozza. A CPI pretende ouvir, até o final de seus trabalhos este ano, os traficantes Fran Miranda, Ademar Julião e Carlos Brasílio, presos em maio com 204 quilos de cocaína, que seriam distribuídos na zona leste de São Paulo e no Rio de Janeiro e considerados representantes da conexão Brasil-Suriname-Colômbia na Região Sudeste.

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