Operação do MP em Goiás tem envolvido em Londrina
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sábado, 23 de novembro de 2019
Pedro Moraes
O MP-GO (Ministério Público de Goiás) deflagrou na última quinta-feira (21), a Operação Máfia das Falências, que bloqueou mais de R$ 500 milhões relacionados ao processo de recuperação judicial da Construtora Borges Landeiro. A operação contou com o apoio das Polícias Militar e Civil e dos Gaecos de Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Mato Grosso e Rio Grande do Sul e da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MP do Rio de Janeiro.
Em Londrina, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em residências e empresas, e um mandado de prisão temporária de L.O.S. Ele e o irmão, T.O.S. - preso no Rio de Janeiro -, administravam um fundo de investimentos. Segundo o promotor do MP-PR, Jorge Barreto, "esses fundos eram utilizados para desviar valores do patrimônio do grupo empresarial envolvido no esquema ou para adquirir créditos da recuperação judicial".
Durante a operação foram apreendidos oito veículos de luxo, obras de arte e uma aeronave, além do sequestro de sete propriedades rurais no Mato Grosso, além do cumprimento de 7 mandados de prisão preventiva e 5 de prisão temporária.
Segundo o promotor de Goiás, Juan Borges, a organização criminosa está subdividida nos núcleos financeiro, empresarial, jurídico e de fachada ou de laranjas. Esses núcleos interagiam e se intercomunicavam, formando uma verdadeira rede criminosa com estrutura permanente e compartimentada.
O núcleo empresarial, explicou o promotor de Justiça, é integrado por empresários, administradores, contadores e advogados de empresas, das mais diversas áreas de atuação, busca reduzir as dívidas de suas respectivas empresas e aumentar o patrimônio pessoal e o capital empresarial. Segundo Juan Borges, antes da recuperação judicial ou da falência, o empresário realiza a ocultação do patrimônio da empresa para forjar situação financeira desfavorável.