O MP-GO (Ministério Público de Goiás) deflagrou na última quinta-feira (21), a Operação Máfia das Falências, que bloqueou mais de R$ 500 milhões relacionados ao processo de recuperação judicial da Construtora Borges Landeiro. A operação contou com o apoio das Polícias Militar e Civil e dos Gaecos de Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Mato Grosso e Rio Grande do Sul e da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MP do Rio de Janeiro.

Em Londrina, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em residências e empresas, e um mandado de prisão temporária de L.O.S. Ele e o irmão, T.O.S. - preso no Rio de Janeiro -, administravam um fundo de investimentos. Segundo o promotor do MP-PR, Jorge Barreto, "esses fundos eram utilizados para desviar valores do patrimônio do grupo empresarial envolvido no esquema ou para adquirir créditos da recuperação judicial".

Imagem ilustrativa da imagem Operação do MP em Goiás tem envolvido em Londrina
| Foto: MPGO

Durante a operação foram apreendidos oito veículos de luxo, obras de arte e uma aeronave, além do sequestro de sete propriedades rurais no Mato Grosso, além do cumprimento de 7 mandados de prisão preventiva e 5 de prisão temporária.

Segundo o promotor de Goiás, Juan Borges, a organização criminosa está subdividida nos núcleos financeiro, empresarial, jurídico e de fachada ou de laranjas. Esses núcleos interagiam e se intercomunicavam, formando uma verdadeira rede criminosa com estrutura permanente e compartimentada.

O núcleo empresarial, explicou o promotor de Justiça, é integrado por empresários, administradores, contadores e advogados de empresas, das mais diversas áreas de atuação, busca reduzir as dívidas de suas respectivas empresas e aumentar o patrimônio pessoal e o capital empresarial. Segundo Juan Borges, antes da recuperação judicial ou da falência, o empresário realiza a ocultação do patrimônio da empresa para forjar situação financeira desfavorável.

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