Onyx diz que acumulará interlocução com Congresso e coordenação de governo
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terça-feira, 13 de novembro de 2018
Agência Estado 
Brasília - O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), futuro ministro-chefe da Casa Civil do governo Jair Bolsonaro, relatou na tarde desta segunda-feira (12) que a sua pasta acumulará a interlocução com o Congresso e a coordenação dos ministérios.
Pelo desenho elaborado até aqui pela equipe de Bolsonaro, o Palácio do Planalto contará ainda com as pastas do Gabinete de Segurança Institucional, chefiada pelo general reformado Augusto Heleno Ribeiro, e a Secretaria-Geral da Presidência, que poderá ser comandada pelo advogado Gustavo Bebianno. Na campanha presidencial deste ano, Bebianno atuou como assessor direto de Bolsonaro e ainda presidiu o PSL.
Onyx disse ainda que a equipe do governo eleito não vai interferir na escolha dos cargos de presidente da Câmara dos Deputados e do Senado. Ele afirmou que qualquer decisão que Câmara e Senado tomarem será "soberana e autônoma" e que o governo Bolsonaro não quer passar uma imagem de "prepotência" para o Legislativo.
O ministro também foi questionado a respeito da fala do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, que disse ser necessário dar uma "prensa" no Congresso. "Olha, sabe o que acontece? Às vezes, é que nem diz o capitão (Bolsonaro) né, às vezes tem que dar uma 'canelada'. Mas, na verdade, não. Nós vamos tratar ao contrário. Toda a equipe está sendo preparada para que os parlamentares, em dezembro de 2019, deputados e senadores, digam o seguinte: 'nunca fui tão respeitado e valorizado como no governo de Jair Bolsonaro. Esse é o esforço que estamos fazendo", disse.
SAÚDE
O deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) é cotado para assumir o Ministério da Saúde no novo governo, segundo contou nesta segunda-feira (12) o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). Ele concedeu entrevista na porta do condomínio onde mora, na Barra da Tijuca (zona oeste do Rio).
"Conversei com o Mandetta hoje (segunda), dei mais um passo, estou conversando com ele sim. Ele tem reportado as questões da Saúde comigo. Pode (ser o novo ministro), está sendo conversado o nome dele, mas nada definido", afirmou o presidente eleito. "Tem que tapar os ralos que existem (na saúde), tem que racionalizar, porque não tem como investir mais na saúde. Já estamos no limite dos gastos em todas as áreas", disse Bolsonaro, sobre os desafios do futuro ocupante da pasta.


