Nações Unidas, Nova YorkO Conselho de Segurança das Nações Unidas adotou ontem uma resolução pedindo a retirada das tropas israelenses das cidades palestinas, inclusive de Ramalah, na Cisjordânia, e pediu a palestinos e israelenses um cessar-fogo ‘‘imediato’’. Nenhum dos representantes da Síria, membro não permanente do Conselho de Segurança, esteve presente. A resolução 1402, patrocinada pela Noruega, que tem agora presença rotatória no Conselho, foi adotada por 14 votos.
Esta resolução de menos de 20 linhas ‘‘exige que as duas partes se comprometam imediatamente com um cessar-fogo construtivo’’ e pede às duas partes que ‘‘cooperem plenamente’’ com o general Anthony Zinni, o emissário norte-americano que atualmente se encontra na região. O Conselho de Segurança declara também que reitera seus pedidos anteriores exigindo ‘‘o fim imediato de todos os atos de violência’’.
O Conselho destacou no início do texto ‘‘sua grave preocupação ante o novo agravamento da situação, incluindo os recentes atentados suicidas com bomba em Israel e o ataque militar contra o quartel-general do presidente da Autoridade Palestina’’, Yasser Arafat.
Resposta palestinaA Autoridade palestina julga ‘‘positiva’’ a resolução do Conselho de Segurança da ONU que pede a retirada das tropas israelenses de Ramalah, desde que seja aplicada pelo Estado hebreu, declarou ontem o ministro da Informação Yasser Abed Rabbo.
Sem mudançaTropas israelenses continuavam ontem, na cidade cisjordaniana de Ramalah e, durante a madrugada tomaram posições no distrito de Belém, informaram fontes militares. A entrada de tropas no distrito de Belém acontece depois do lançamento no final da noite de sexta-feira de uma bomba contra o bairro judeu de Guilo, um assentamento no fim municipal de Jerusalém.
Enquanto isso, os mais de 60 tanques e blindados israelenses que ocuparam a Mukata, o complexo da Governação de Ramala, continuavam nessa cidade, embora os combates tenham diminuído de forma considerável.

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