Rio – Pesquisa realizada pela Divisão de Administração Pública das Nações Unidas, no fim do ano passado, põe o Brasil em 18º lugar no ranking sobre performance de ‘‘governo eletrônico’’ – uso da Internet pelo Estado para difundir informações e serviços ao cidadão. Em uma lista de 132 países estudados, o Brasil aparece acima de nações desenvolvidas, como Japão e Itália, além de ser o líder da América Latina. É também citado como um dos 17 países que compõem o grupo melhor avaliado em termos de qualidade dos sites.
O estudo teve três indicadores como base – a efetiva presença do governo na web, a infra-estrutura de comunicações e a existência de capital humano treinado para desenvolver os programas. A partir dos três indicadores, a ONU criou um índice, o e-gov, com escala de 0 a 5. Entre os 36 primeiros colocados, o Brasil recebeu 2,24. Os Estados Unidos lideraram (3,11). O Líbano recebeu a pior classificação: 2.
Apesar de perder em infra-estrutura e em capital humano, o Brasil classifica-se bem por causa da grande presença governamental (municipal, estadual e federal) na Internet. Nesse quesito, o País recebeu 4, a mesma dos Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia – que encabeçam o ranking. ‘‘O crescimento do e-governo surgiu da pressão da sociedade por mais serviços e da necessidade de economizar e tornar a gestão pública mais eficiente’’, diz o superintendente da Área de Assuntos Fiscais e de Emprego do BNDES, José Roberto Rodrigues Afonso.
A pesquisa dividiu os países em quatro estágios: emergente (presença limitada), otimizada (pouco mais abrangente), interativa (usuários podem baixar arquivos e solicitar serviços), transacional (usuários podem pagar por serviços e fazer operações financeiras online) e totalmente integrada. Nenhum atinge o estágio final. O Brasil está entre os transacionais.

mockup