ONU classifica serviços de governo na Internet
PUBLICAÇÃO
sábado, 08 de junho de 2002
Agência Estado 
Rio Pesquisa realizada pela Divisão de Administração Pública das Nações Unidas, no fim do ano passado, põe o Brasil em 18º lugar no ranking sobre performance de governo eletrônico uso da Internet pelo Estado para difundir informações e serviços ao cidadão. Em uma lista de 132 países estudados, o Brasil aparece acima de nações desenvolvidas, como Japão e Itália, além de ser o líder da América Latina. É também citado como um dos 17 países que compõem o grupo melhor avaliado em termos de qualidade dos sites.
O estudo teve três indicadores como base a efetiva presença do governo na web, a infra-estrutura de comunicações e a existência de capital humano treinado para desenvolver os programas. A partir dos três indicadores, a ONU criou um índice, o e-gov, com escala de 0 a 5. Entre os 36 primeiros colocados, o Brasil recebeu 2,24. Os Estados Unidos lideraram (3,11). O Líbano recebeu a pior classificação: 2.
Apesar de perder em infra-estrutura e em capital humano, o Brasil classifica-se bem por causa da grande presença governamental (municipal, estadual e federal) na Internet. Nesse quesito, o País recebeu 4, a mesma dos Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia que encabeçam o ranking. O crescimento do e-governo surgiu da pressão da sociedade por mais serviços e da necessidade de economizar e tornar a gestão pública mais eficiente, diz o superintendente da Área de Assuntos Fiscais e de Emprego do BNDES, José Roberto Rodrigues Afonso.
A pesquisa dividiu os países em quatro estágios: emergente (presença limitada), otimizada (pouco mais abrangente), interativa (usuários podem baixar arquivos e solicitar serviços), transacional (usuários podem pagar por serviços e fazer operações financeiras online) e totalmente integrada. Nenhum atinge o estágio final. O Brasil está entre os transacionais.


