Nova YorkEm um histórico pronunciamento o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou terça-feira à noite uma resolução que menciona especificamente um Estado palestino e saúda a proposta saudita para acabar com o conflito entre árabes e israelenses. O pronunciamento foi promovido pelos Estados Unidos cuja delegação havia vetado, anteriormente, uma resolução de inspiração palestina pela qual o Conselho mandaria deter as ações militares que há 18 meses Israel mobiliza nos territórios ocupados.
A proposta norte-americana foi aprovada por 14 votos com a abstenção da Síria, único país árabe do Conselho. Segundo a delegação síria, a resolução não faz menção à ocupação e coloca ‘‘o assassino e a vítima em pé de igualdade’’.
Mas, tanto o observador palestino ante as Nações Unidas, Nasser al Kidwa, quanto o embaixador de Israel, Yehuda Lancry, saudaram a resolução que leva o número 1397.
O pronunciamento foi aprovado depois dos dias mais sangrentos desde o começo da Intifada (levante palestino nos territórios contra a ocupação israelense), com mais de 1.500 mortos.
A resolução do Conselho começa ‘‘sustentando a visão de uma região onde dois estados, Israel e Palestina vivam lado a lado dentro de frontreiras seguras e reconhecidas’’.
O Conselho pede a ‘‘imediata interrupção de todos os atos de violência, incluindo ações terroristas, provocações, incitações e destruição’’ e pede a israelenses e palestinos para darem passos objetivando a retomada das conversações de paz. Pede às partes que ‘‘cooperem com a implementação do programa Tenet e as recomendações do Informe Mitchell com vistas à retomada das negociações sobre um acordo político’’.
Também saúda ‘‘a contribuição’’ do príncipe saudita Abdallah que propôs às nações árabes oferecer uma ‘‘completa paz’’ em troca da retirada de Israel dos territórios árabes que ocupa. A proposta saudita pode estar na agenda da cúpula árabe, em Beirute.

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