ONU adia discussão sobre Conselho
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sábado, 17 de janeiro de 1998
Agência Estado Brasília 
A proposta de ampliação do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) deixou de ser considerada um tema prioritário na agenda diplomática, e a discussão sobre a reforma do órgão será adiada. A retirada da reforma do Conselho da pauta prioritária das Nações Unidas deve-se à falta de consenso entre os países sobre a proposta de ampliação para um total de 24 membros, entre permanentes e não-permanentes. Atualmente, somente cinco países integram o Conselho - Estados Unidos, França, Inglaterra, China e Rússia. Os Estados Unidos não aprovam a ampliação para 24 países porque consideram este número elevado.
O Brasil é favorável à reformulação do Conselho e disputava com a Argentina a vaga de membro permanente, como representante da América Latina. As avaliações sobre a nova agenda da ONU foram tratadas por diplomatas brasileiros na visita do secretário-geral-adjunto do Ministério das Relações Exteriores da França, Jacques Blot. A França preside atualmente o Conselho de Segurança e o Brasil assumiu este mês a vaga de membro rotativo (por dois anos).
Oposição O Itamaraty nunca fez campanha aberta pela candidatura do Brasil ao Conselho de Segurança, mas a vaga estava sendo pleiteada há anos, e a pretensão foi reforçada durante o governo Fernando Henrique Cardoso.
A reforma do Conselho da ONU deveria ter sido tratada em 1997. Como não foi possível evoluir nas negociações, houve tempo para que os países contrários à ampliação se reagrupassem e reforçassem a oposição à proposta. Este ano, será dada atenção à questão de financiamento da ONU. O Brasil defendia a reformulação do Conselho e a necessidade de que ele fosse mais representantivo.
A França, segundo reforçou Blot, em conversa com o chanceler Luiz Felipe Lampreia, lamentou a saída de pauta da reforma, por entender que o momento ideal para tratar do assunto era agora.


