Ônibus mais barato fica difícil
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terça-feira, 04 de janeiro de 2005
Maigue Gueths<br> Equipe da Folha 
Curitiba - No primeiro dia de trabalho do prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), o vice-prefeito e coordenador político do governo Luciano Ducci admitiu a possibilidade de que a prefeitura não consiga cumprir uma de suas promessas de campanha: reduzir o valor da passagem de ônibus na Capital. Na solenidade de posse, dia 1º, o prefeito anunciou a criação de um conselho que analisará as planilhas do transporte coletivo. De acordo com Ducci, a análise da planilha deve apontar meios de redução nos valores e, caso seja necessário, a prefeitura irá intervir junto ao Governo Federal para obter redução de impostos sobre o setor.
''Quem anda de ônibus paga imposto mais caro do que quem anda de avião. Isso não é justo'', avaliou o vice-prefeito, que reconheceu que a redução das tarifas deve depender de um acerto com o Governo Federal para a redução de impostos. Segundo Ducci, o conselho, com representantes de diversos segmentos da sociedade, terá a função de avaliar a planilha e torná-la transparente, ''para que todos saibam o porquê dos valores''.
Outras prioridades do Plano de Ação para os primeiros 180 dias de governo, segundo o prefeito, são a identificação de modo visível dos pontos onde os radares de velocidade estão instalados, e a implantação de dois novos postos de saúde com atendimento 24 horas, nos bairros Pinheirinho e Cajuru.
Richa inovou na abertura de sua gestão frente à prefeitura. Ele e sua equipe iniciaram os trabalhos com um culto ecumênico, realizado às 8h30, no Salão Brasil, nas dependências da prefeitura. O culto foi realizado pelo arcebispo de Curitiba, Dom Moacir José Vitti, e pelo presidente da Igreja Evangélica Assembléia de Deus em Curitiba, José Pimentel de Carvalho.
Em seguida, o prefeito assinou dois decretos. O Decreto nº 31 criou um grupo de trabalho, sob coordenação da Secretaria Municipal de Finanças, para elaboração do Plano Plurianual, instrumento de planejamento estratégico da prefeitura para o período 2006/2009.
Já o Decreto nº 32 criou a Comissão de Análise para controle da execução orçamentária, que analisará os gastos e pagamentos de bens e contratações de serviços do primeiro trimestre de 2005. ''Existe um programa de governo que foi colocado durante a eleição, e temos obrigação de cumprí-lo. O que essa comissão vai fazer é analisar o que podemos fazer este ano, com o orçamento existente'', explicou o secretário de Administração, José Richa Filho.
Em um prazo de 90 dias, a comissão deve apresentar ao prefeito um relatório final sobre as despesas da prefeitura. Segundo o secretário municipal de Finanças, Edson Neves Guimarães, embora o orçamento deste ano já esteja aprovado, alguns itens ainda podem ser modificados. ''A nova lei orçamentária prevê uma alteração de até 20% no orçamento aprovado, isso permite aos novos administradores adequar orçamento às prioridades iniciais'', comentou.


