Ong usou notas frias de empresa fantasma
Há quase um mês, as comissões de Fiscalização e Controle e do Trabalho da Câmara aprovaram requerimentos do PSDB convidando o ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, e Dutra, para explicar, na Câmara, o contrato do ministério com a organização não-governamental (ONG). Segundo o MP, a Ágora apresentou 54 notas fiscais, que o MP verificou serem notas frias de 33 empresas fantasmas. O secretário-executivo da Casa Civil, Swedenberger Barbosa, foi conselheiro da Ágora de 2001 a 2003, quando deixou a ONG para assumir cargo no governo Lula. O líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), admitiu que há dificuldades na prestação de contas da Ágora e disse que o governo apóia qualquer investigação de irregularidades. ''Esse episódio demonstra vinculação direta do dinheiro desviado com pessoas ligadas ao governo e ao PT'', acusou o deputado Jutahy Magalhães Júnior (PSDB-BA), insistindo na realização das audiências públicas.





