Curitiba - A organização não governamental (ONG) Observatório Social do Brasil (OSB), de Maringá, irá fiscalizar a movimentação financeira, contratos e licitações da Assembleia Legislativa. Segundo o presidente da instituição, Eduardo Araújo, a Casa irá fornecer documentos e dados do Poder Legislativo para que a ONG possa analisar. A OSB recebeu ontem um convite feito pelo presidente da Casa, deputado Nelson Justus (DEM), para que o Legislativo e a ONG celebrem um convênio.
''A Assembleia vai colocar seus recursos a nossa disposição para caminhar na direção da transparência'', comemorou Araújo. Segundo ele, a Casa irá se somar à Justiça Federal do Paraná e ao governo do Estado que já se prontificaram a colocar suas informações à disposição da instituição.
Segundo Araújo, o trabalho do Observatório será o de verificar não conformidades no que o Legislativo for executar daqui para frente. ''O que já foi feito está sendo investigado pelo Ministério Público. Nossa ação é para observar antes que o problema venha a acontecer de novo'', explicou. Para ele, existem dois tempos da Assembleia: ''Tem a de hoje, que já está sendo investigada e a de amanhã. É essa Assembleia, a de amanhã, que queremos observar''.
O presidente do Observatório esclarece que o convite da Assembleia deverá facilitar o trabalho dos fiscalizadores. ''O que a Casa está dizendo é 'fiquem à vontade''', disse. ''Fazemos esse trabalho em 52 municípios em todo o Brasil'', informou. O convênio entre a Assembleia e o Observatório foi anunciado ontem por Justus. Em pronunciamento durante a sessão o presidente da Casa disse que a iniciativa será ''a fiscalização definitiva da Assembleia''.
Justus ainda reclamou das entidades que aderiram à campanha ''O Paraná que Queremos''. ''Qual é a dificuldade que temos de conversar com eles? Mas ninguém jamais nos convidou'', afirmou. Durante a sessão, o deputado Rafael Greca (PMDB) pediu que a Mesa ''abra a Assembleia para promover um amplo debate das mudanças''.

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