São Paulo - Levantamento anual realizado pela ONG Transparência Internacional com fontes do mundo econômico, divulgado ontem, mostra que a imagem de um Brasil corrupto continua forte no exterior. O País está estagnado há 14 anos no ranking da entidade, chamada de Índice de Percepção da Corrupção (CPI, na sigla em inglês). Desta vez, entre 180 nações pesquisadas, ocupa a 75 posição, com nota 3,7 - em que zero indica um governo com alto grau de corrupção, e 10 um baixo nível de corrupção.
Isso significa que o Brasil não consegue se livrar da pecha de corrupto entre as fontes pesquisadas, entre elas especialistas do Banco Mundial, líderes empresariais do Fórum Econômico Mundial e membros de bancos de desenvolvimento regional. Desde 1995, quando começaram a ser realizados os índices da Transparência Internacional, o País nunca atingiu marca superior a 4,1, anotada em 1999. Somente uma nota acima de 5 é considerada satisfatória pela entidade.
Além disso, sua posição na tabela sempre correspondeu à de países como Colômbia, Peru e México, fato que se repete no índice elaborado este ano, em que o anotou a mesma pontuação de Colômbia, Peru e Suriname.
''Entre os nove países que falharam em chegar à nota 5 (nas Américas) estão Brasil, Peru, Colômbia e México, líderes econômicos na região que deveriam se tornar bastiões anticorrupção, mas foram atingidos por escândalos de impunidade, pagamentos de propina, corrupção política e captura do Estado'', descreve a entidade.
Imprensa livre
A Transparência Internacional também faz um alerta a países latinos que aprovaram leis para silenciar a imprensa - o que reduz a possibilidade de escancarar casos de corrupção.
''Enfraquecê-las (a sociedade civil e a mídia), particularmente em um período em que instituições democráticas são desafiadas em diversos países, limita a possibilidade de atingir a prosperidade duradoura e a redução de desigualdades'', ressalta.

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