NablusO cessar-fogo parecia encerrado ontem, depois dos ataques aéreos realizados por Israel contra a cidade de Tulkarem (Nordeste da Cisjordânia) em resposta a um atentado palestino. A noite violenta deixou oito mortos e vários feridos. Israel e a Autoridade Palestina acusaram-se mutuamente de responsabilidade pela escalada de violência, e os palestinos classificaram a concentração de tanques em frente ao quartel-general do líder Yasser Arafat em Ramallah de ‘‘sabotagem ao cessar-fogo’’.
Israel indicou que Arafat não havia desmantelado os grupos extremistas, enquanto os palestinos assinalaram que Israel queria destruir a administração de Arafat e havia dado início ao derramamento de sangue com o assassinato de um conhecido dirigente extremista.
Aviões F-16 israelenses atacaram o QG do governador de Tulkarem e dos serviços de segurança poucas horas depois do atentado cometido por um palestino armado contra o bat-mitzvah de uma menina, num salão de festas em Hadera.
Os ataques aéreos contra Tulkarem, a 20 Km de Hadera, deixaram um morto e 40 feridos. Ao mesmo tempo, mais de 20 tanques e veículos blindados de transporte de tropas israelenses entraram em Ramallah e se posicionaram a 50 metros do escritório de Arafat nessa cidade autônoma da Cisjordânia.
Um porta-voz do exército disse que os ataques eram em resposta a uma série de ofensivas palestinas que terminou com o banho de sangue em Hadera. O atentado foi o primeiro realizado em uma cidade israelense desde que kamikazes do Hamas e da Jihad Islâmica assustaram o país no início de dezembro, provocando uma resposta enérgica de Israel que forçou Arafat a fazer um chamado pelo fim desse tipo de ataque.
As Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, um grupo radical próximo ao movimento Fatah, de Arafat, reivindicou a autoria do atentado.
A Autoridade Palestina solicitou ontem uma ‘‘intervenção internacional de urgência’’, afirmando que as represálias de Israel fazem parte de um plano para destruí-la. ‘‘A comunidade internacional tem que assumir sua responsabilidade antes da derrubada total do processo de paz’’, disse o principal negociador palestino, Saeb Erakat.

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