A omissão dos nomes dos servidores que são pagos com o dinheiro do contribuinte não é exclusividade do Legislativo londrinense. A reportagem pesquisou sites oficiais de outras casas legislativas, de cidades de porte semelhante ou superiores ao de Londrina, e o caso que mais se aproxima à situação local é o de Ribeirão Preto (SP): lá, onde existem 20 vereadores, os salários dos 43 servidores efetivos e os 230 comissionados também são publicados apenas relacionado ao número de matrícula. Os vencimentos dos concursados variam entre R$ 767,09 e R$ 4.069,76, já os cargos de provimento em comissão têm salários entre R$ 1.131,33 e R$ 5.435,79.
Em Joinville (SC), onde também são 20 parlamentares, não há informações no site oficial da Câmara de Vereadores sobre remuneração, tampouco nem listagem de servidores - situação semelhante que o internauta encontra no portal do Legislativo de São José do Rio Preto (SP), onde são 19 vereadores. Já em Curitiba, onde são 38 parlamentares, ainda que haja uma lista com a presença dos vereadores às sessões, em link diferenciado, nem sinal de nomes e salários de funcionários públicos. No site da Câmara de Vereadores de São Paulo, há um espaço específico para os nomes de todos os funcionários, comissionados, efetivos e cedidos, com a descrição do cargo e o ''centro de custos'' pelo qual ele recebe - sem, porém, os valores que lhes são pagos. Por outro lado, o portal do Legislativo paulistano apresenta ao internauta uma ferramenta não disponível nos demais consultados pela FOLHA: uma tabela atualizada, de cada um dos 55 gabinetes parlamentares, com quanto cada vereador gastou, naquele mês, em despesas que vão de telefone, internet e xerox a assessoria. (J.G.)

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