Olívio é indiciado em relatório de CPI
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quinta-feira, 15 de novembro de 2001
Léo Gerchmann<br>Agência Folha - De Porto Alegre 
O relatório da CPI da Segurança Pública no Rio Grande do Sul, apresentado ontem pelo deputado estadual Vieira da Cunha (PDT), indiciou o governador Olívio Dutra (PT), o vice-governador, Miguel Rosseto, e mais dois secretários por improbidade administrativa e crime de responsabilidade. Além disso, o relatório sugere o enquadramento do governador pela prática de crime eleitoral, devido ao abuso do poder econômico. Todas as acusações se referem às supostas relações do PT e do jogo do bicho.
No total, até as 19h40, o relatório já tinha indiciado mais de 40 pessoas. Após o final da leitura, o relatório teria de ser aprovado por 7 dos 12 membros da CPI. Os governistas tinham apenas dois votos na comissão.
O presidente do Clube de Seguros da Cidadania que arrecadou recursos para a campanha de Olívio , Diógenes de Oliveira, os diretores do clube Daniel Verçosa e Ana Ruth Fonseca e o ex-presidente do PT Júlio Quadros foram enquadrados por ''formação de quadrilha ou bando''. Oliveira foi indiciado ainda pela prática de estelionato.
Ana Ruth, Verçosa, Quadros, Janice Foschieri, Gilberto Lang, Espártaco Dutra (filho de Olívio) e Sílvio Gonçalves foram indiciados por falso testemunho. Sete policiais e bicheiros foram indiciados por prevaricação e corrupção (ativa ou passiva). O ex-chefe de Polícia Luiz Fernando Sabino foi indiciado por corrupção passiva. Luiz Renato da Cunha, por falsa perícia. Outras pessoas foram indiciadas por falsidade ideológica e falso testemunho, devido aos seus depoimentos na CPI.
Os indiciamentos da CPI são equivalente aos de um inquérito policial. O relatório, após a aprovação, segue para o Ministério Público, que decide se vai oferecer denúncia ao Judicário. A CPI da Segurança Pública foi criada para investigar a situação do setor no Rio Grande do Sul e enveredou pelas supostas relações entre o governo petista do Estado e o jogo do bicho.


