Olívio Dutra deve avaliar novos rumos do movimento
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 1999
Fábia Prates e Léo Gerchmann Agência Folha 
Os governadores Itamar Franco (PMDB-MG) e Olívio Dutra (PT-RS) realizam uma reunião às 19h de hoje, em Belo Horizonte, para discutir os rumos do movimento de governadores pela renegociação das dívidas estaduais com a União. O encontro foi marcado no meio da tarde de ontem e, de acordo com a assessoria do governo gaúcho, estava sendo discutido pelos dois desde a semana passada.
Inicialmente, serviria para Olívio relatar a reunião com ministros em Brasília. Agora, serve, também, para definir o futuro do bloco de oposição, que anteontem entrou em risco de cisão devido à declaração do governador Zeca do PT (MS), segundo o qual o grupo de governadores de oposição é o clube do bolinha.
Itamar, na semana passada, enviara os amigos Aureliano Chaves e José Aparecido a Porto Alegre. Na ocasião, citou os laços que unem gaúchos e mineiros sempre em defesa dos princípios federativos, republicanos e democráticos.
Os dois governadores, com isso, procuram tomar o protagonismo do bloco, lembrando os princípios da Revolução de 30. Na ocasião, as Bolsas de Valores haviam quebrado e ocorria uma crise federativa. Minas e Rio Grande do Sul lideraram o levante, e o gaúcho Getúlio Vargas se tornou presidente.
Minas Gerais e Rio Grande do Sul tomaram, nesta crise, as medidas mais ousadas: os mineiros optaram pela moratória e os gaúchos depositam em juízo as parcelas da dívida com a União. Por isso, o governo federal enviou cartas a bancos internacionais os definindo como inadimplentes e bloqueando financiamentos.
O governador Itamar Franco merece, de todos nós, todo o respeito, assim como todos os demais governadores, independente dos partidos pelos quais foram eleitos. Todos estão com este problema (da dívida com a União), disse ontem Olívio, com o nítido objetivo de defender o seu colega mineiro. A agenda oficial de Olívio para hoje previa uma viagem a Antônio Prado (184 km de Porto Alegre) às 10h, com retorno às 14h30. Depois disso, o governador gaúcho se dedicaria, de acordo com a agenda, a assuntos internos.
O cronograma oficial foi mantido, com a ida até Antônio Prado e, logo depois, no meio da tarde, a partida para Belo Horizonte.


