Okamoto evita outra acareação na CPI dos Bingos
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terça-feira, 28 de março de 2006
Rosa Costa<br>Agência Estado 
Brasília - A CPI dos Bingos decidiu reconvocar o presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Paulo Okamoto, para uma acareação na próxima terça-feira com o economista Paulo de Tarso Venceslau, ex-petista que o acusa de comandar um esquema de caixa 2 em prefeituras do PT. A acareação estava inicialmente prevista para ontem, mas foi suspensa por força de uma liminar concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a quarta obtida por Okamoto desde que começou a ser investigado pela CPI.
Para dar a nova liminar, o ministro do STF Eros Grau se ateve a um detalhe do requerimento da CPI. Identificou um ''desvio de finalidade'' no texto do comissão, já que Okamoto é convocado para um depoimento, e não uma acareação. O texto, porém, é o mesmo usado pela comissão para promover as demais acareações realizadas, sem que tivesse havido nenhum tipo de contestação. A liminar foi critica por parlamentares. O senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) disse que uma palavra errada não é motivo suficiente para suspender uma acareação.
Como a decisão do STF só foi divulgada na noite de anteontem, não houve tempo de comunicar a decisão a Venceslau, que compareceu à comissão pela segunda vez. Quando depôs pela primeira vez, ele acusou Okamoto de, para irrigar as finanças do PT, achacar empresários que mantinham negócios com as prefeituras controladas pelo partido. Okamoto se defendeu, também em depoimento, dizendo que Venceslau ''agia movido por paixões''.
Antes da liminar de Eros Grau, Okamoto foi beneficiado por três outras, todas elas de iniciativa do ministro César Peluso proibindo a CPI dos Bingos de investigar o seu sigilo bancário, fiscal e telefônico.


