Pelo menos oito dos 23 secretários do primeiro escalão do governo ensaiam candidaturas para as eleições 98. Eles têm, de acordo com o governador, até o dia 15 para oficializarem suas pretensões. Lerner quer que a saída seja de uma só vez e não vai admitir que alguns secretários tentem ‘maquiar’ seus planos políticos para permanecer em seus cargos até 3 de abril, prazo máximo fixado pela legislação eleitoral para a desimcompatibilização dos que vão disputar as eleições.
Estão entre as pastas que podem fazer parte do mais novo ‘jogo de xadrez’ a Administração, Desenvolvimento Habitacional, Saúde, Casa Civil, Emprego e Relações do Trabalho, Indústria e Comércio, Meio Ambiente e Obras. O filho do ministro da Previdência Reinhold Stephanes (PFL), o secretário da Administração Reinhold Stephanes Junior (PFL), é um dos que deve sofrer mais pressão para se pronunciar. Ele depende da definição do pai, pré-candidato ao Senado, para anunciar seu projeto à Câmara Federal.
Rafael Dely, do Desenvolvimento Habitacional, evita falar no assunto. De olho numa das 54 vagas da Assembléia Legislativa, o secretário está num impasse jurídico. Diz estar sem partido, desde a desfiliação do governador do PDT, em setembro do ano passado. Dely estaria aguardando resultado de uma consulta feita à Justiça Eleitoral.
Armando Rággio (PSB), da Saúde; Augusto Canto Neto (PTB), de Obras; Joni Varisco (PTB), do Emprego e Relações; Nelson Justus (PTB), da Indústria e do Comércio; e Rafael Greca (PFL), da Casa Civil, são candidatos declarados. Ao contrário de Hitoshi Nakamura (PFL), do Meio Ambiente, cuja intenção ainda estaria sendo tratada nos bastidores. (L.D)

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