Oito deputados estaduais assumem vaga pela 1 vez
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sábado, 07 de outubro de 2006
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Pelo menos oito dos 54 deputados estaduais eleitos eram desconhecidos da maior parte da população paranaense e não estavam entre os mais cotados para assumir uma vaga na Assembléia Legislativa. Este é o caso do empresário de comunicação e radialista de Ponta Grossa, Marcelo Rangel (PPS), eleito com 51.868 votos.
Rangel nunca disputou anteriormente qualquer cargo público e era conhecido nos Campos Gerais pela voz e pelas cobranças nos programas de rádio. Entre os temas mais debatidos por ele está a saúde. ''Resolvi que iria entrar na política quando precisei de UTI para internar um familiar meu e não tinha vaga em Ponta Grossa. Eu levei para Curitiba. Mas muitos não têm dinheiro para este transporte e nem tempo. Acabam morrendo nas filas'', reclamou.
Ele tem 36 anos, é casado e tem uma filha de cinco anos. O novo parlamentar eleito não tem bandeiras de luta na Assembléia Legislativa, mas promete trabalhar pelo ''time'' que o elegeu, ouvindo a comunidade e fazendo propostas no Legislativo do Paraná.
Cleusa Rosane Ribas Ferreira (PV) entrou na Assembléia Legislativa com 18.844 votos. Enfermeira de carreira, Rosane é filiada ao Partido Verde há sete anos. Sempre militou em Araucária (Região Metropolitana de Curitiba), onde já foi candidata a vereadora e a prefeita. Nunca teve, no entanto, qualquer cargo eletivo.
Ela conta que resolveu entrar na política por uma exigência do partido e teve o apoio de voluntários e amigos. ''Contei com muita gente. A base da minha campanha foi o meu município. Acho que tenho agora uma grande responsabilidade porque este é o voto sem compensação financeira. É um voto de credibilidade daquilo que poderei fazer'', afirmou a deputada eleita.
Rosane tem 42 anos, é casada e tem dois filhos. Em Araucária, ela recebeu votos de eleitores da zona rural e da região central. Há 23 anos, trabalha com saúde pública. Como parlamentar, promete lutar pela moralização da política, pelo fim do nepotismo, pelo enxugamento da máquina pública, pela redução dos cargos comissionados e pela moralização na política. ''Minha maior indignação é com a forma como se gasta o dinheiro público.''
O professor João Douglas Fabrício (PPS) entra na política pelo voto de 29.553 eleitores. Morador de Campo Mourão, João Douglas foi candidato a prefeito em 2004 e perdeu por uma diferença de 281 votos do atual prefeito. Resolveu ser deputado estadual ao perceber que a região não tinha nenhum parlamentar eleito. ''Não tive nenhum apoio político, mas tive o apoio do povo. Fiz uma campanha sem recursos, no corpo-a-corpo, pedindo votos em toda a região. Não tinha dinheiro, mas marcava presença'', contou. Fabrício trabalhou no comércio e é professor de diagnóstivo empresarial. Com 37 anos, ele promete valorizar a região de Campo Mourão, sendo parceiro dos municípios.
Fabrício quer ainda apoiar os pequenos agricultores, implantar uma sede da Justiça Federal na região e auxiliar as santas casas que estão em dificuldade e correm o risco de fechar as portas. Ele também pretende lutar pela capacitação profissional e geração de renda no Paraná.


