Curitiba - A OHL vai investir quase R$ 10 bilhões nos três lotes que cortam as estradas do Paraná. No trecho Curitiba-São Paulo serão aplicados R$ 4,3 bilhões na execução do Contorno Norte de Curitiba em pista dupla e melhoria de 39 acessos em até três anos. Também será feita a execução da segunda pista no eixo da Serra do Cafezal, totalizando 30,5 km, em até quatro anos e a construção de 104,9 km de terceira pista em cinco anos.
No trecho Curitiba-Divisa SC/RS serão aplicados R$ 1,8 bilhão em melhoria das vias de acesso à rodovia, duplicação de 25 km da estrada em quatro anos e construção de uma terceira faixa, totalizando 48 km em até 12 anos.
Entre Curitiba e Florianópolis serão investidos R$ 3,5 bilhões em correção de 2 km da via, melhorias de 18 acessos a via, execução de 34 passarelas sobre pista dupla e execução de terceira faixa, totalizando 30 km em quatro anos.
A maior parte das obras deve ser feita até o quarto ano de concessão.
A OHL Brasil é subsidiária do grupo Obrascon Huarte Lain Brasil Concesiones, sociedade espanhola que atua na área de promoção de infra-estrutura, com a participação em licitações, seleção de projetos, financiamento, construção e operação de projetos rodoviários.
No Brasil, a empresa ocupa o segundo lugar entre os operadores privados de concessões rodoviárias com a Autovias, Centrovias, Intervias e Vianorte em uma extensão total de 1.147 km. As quatro estradas estão localizadas no interior de São Paulo. No segundo trimestre de 2007, a OHL Brasil teve lucro líquido de R$ 17,8 milhões.
A empresa informou que os preços de pedágios cobrados em São Paulo são mais caros que os novos pedágios leiloados porque nas concessões estaduais é preciso pagar um valor de outorga para o governo do Estado de São Paulo, o que encarece o pedágio. Nestas novas concessões, os recursos arrecadados com o pedágio vão para investimentos e para remunerar os acionistas.
Hoje, em São Paulo, o valor mais barato que OHL cobra por praça é R$ 1,80 (trecho São Paulo-Araras com 375,7 km). No trecho entre São Carlos e Rio Claro, os valores variam de R$ 5,80 a R$ 10. O grupo informou ainda que os valores a serem cobrados nas novas concessões serão reajustados pela inflação até julho.

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