CaracasO coronel rebelde Pedro Soto, reformado por iniciar uma onda de pronunciamentos de oficiais contra o presidente venezuelano Hugo Chávez, em 7 de fevereiro passado, compareceu ontem à Plaza Morelos, onde se concentravam opositores para iniciar uma passeata. O militar, que rechaçou a ordem de reforma adotada pelo conselho de investigação que estudou seu caso e que, inclusive, disse que continuaria usando seu uniforme, se apresentou à manifestação vestido à paisana e não emitiu declarações. Centenas de pessoas começam a chegar à Plaza Morelos em resposta à convocação da Confederação de Trabalhadores da Venezuela (CTV), em protesto conrtra a nova lei do Estatuto dos Funcionários Públicos, que, a seu ver, atinge a estabilidade trabalhista.
Por sua parte, os partidários do presidente também pensavam promover manifestação, concentrando-se no Parque del Este, a leste da cidade.
Centenas de efetivos policiais foram posicionados nas ruas de Caracas para evitar maiores incidentes.
Essas manifestações são realizadas por ocasião do décimo terceiro aniversário da revolta popular conhecida como ‘‘Caracazo’’, que explodiu em 27 de fevereiro de 1989 em protesto contra medidas econômicas. Os três dias de rebeliões e saques deixaram, segundo cifras oficiais, 276 mortos e 150 milhões de dólares em perdas.
SegurançaAs autoridades venezuelanas reforçaram os mecanismos de segurança para garantir a tranquilidade dos cidadãos durante as marchas de ‘‘luto’’ e ‘‘júbilo’’ que assinalam as pilhagens de 27 de fevereiro de 1999.
Além do reforço policial, foi formado um grupo de controle que atenderá as denúncias feitas através do telefone 0800-FISCA-00 sobre eventuais confrontos.
Enquanto isto, o presidente da República, Hugo Chávez, disse que iria garantir a segurança dos cidadãos e dos órgãos de comunicação social, incluindo os que fizerem a cobertura da marcha de apoio ao governo.

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