Office-boy depõe no MP sobre Provopar
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quarta-feira, 21 de março de 2001
Lino RamosDe Londrina 
Um office-boy contratado pelo Provopar de Londrina em 1997 ajudava na administração da entidade e preenchia cheques de até R$ 1,5 mil. A informação foi prestada ontem à Promotoria de Defesa do Patrimônio Público pelo próprio adolescente de 16 anos, que pertence à guarda mirim. Ele afirmou que foi contratado pela ex-gerente Maria Cristina Campos e tinha a senha e o cartão das contas bancárias da entidade. O Ministério Público (MP) instaurou procedimento para apurar denúncias de desvios de R$ 741 mil do Provopar.
O adolescente contou à promotora Solange Novaes Vicentin que a partir de dezembro de 1999 preenchia os cheques em valores de até R$ 1,5 mil e que também tinha autorização para preencher cheques de maiores valores destinados ao pagamento de cestas básicas e que os demais eram preenchidos por Maria Cristina Campos. Ele disse ainda que a ex-gerente não mostrava os extratos das contas bancárias à ex-coordenadora Cristina Barros.
Em relação a dois cheques no valor de R$ 1,5 mil destinados a ele, o office-boy alegou que os recursos foram para o projeto Vida Nova. Ele também disse que um cheque de R$ 3.475,00 destinado a um bufê teve o campo do beneficiário em nome do próprio Provopar e depois entregue à empresa. O mesmo teria ocorrido com outro cheque de R$ 2 mil. Segundo o office-boy, as tesoureiras depositavam total confiança em Cristina Campos.
Pela manhã, a promotora ouviu a ex-assistente social do Provopar, Marilene Aurora Bernardino, que era responsável pelo projeto Vida Nova e toda a parte social do Provopar. Atualmente, ela trabalha como assessora legislativa do vereador Henrique Barros (PFL), filho de Cristina Barros.
A assistente social disse que a ex-gerente do Provopar tinha envolvimento direto com os recursos financeiros da entidade e se mostrava organizada e exigente no tocante à prestação de contas da entidade.
Marilene Bernardino afirmou que só tomou conhecimento de duas notas justificando cheques de R$ 12 mil e R$ 5 mil na conta de Cristina Campos, quando foi chamada à prefeitura pelo auditor Osvaldo Alves de Lima. Ela disse ainda que duas notas fiscais de seu talão com números 35 e 41 foram destacadas indevidamente.


