Jerusalém – O governo israelense anunciou ontem que está decidido a prosseguir sua ofensiva militar na Cisjordânia e pediu aos Estados Unidos que não o pressionem para impedi-lo, nas vésperas da chegada a Jerusalém do secretário de Estado americano, Colin Powell.
As forças israelenses se retiraram na noite de anteontem de três cidades da Cisjordânia, Kabatiyeh (norte), Yatta e Al Samoha (ambas ao sul), informou o Ministério israelense da Defesa num comunicado, acrescentando que os soldados tinham prendido palestinos e apreendido armas.
O chefe da diplomacia americana indicou em Madri que queria se reunir com Yasser Arafat, confinado em Ramallah, a quem classificou de ‘‘líder do povo palestino’’, um encontro considerado um ‘‘erro estratégico’’ por Israel. A Casa Branca deu a entender que tinha recebido garantias de Israel sobre essa possível reunião.
Eliminados – O Exército israelense matou ontem um chefe do braço armado do movimento islâmico palestino Hamas e capturou um dirigente do Fatah e outro da Yihad Islâmica, em Jenín (Cisjordânia), informaram fontes da segurança palestina. Soldados mataram um dos chefes das Brigadas Ezzedin al Qassam, braço armado do Hamas, identificado como Ibrahim Jaber, no campo de refugiados de Jenín.

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