Oeste critica alta do pedágio
Paulo Pegoraro
De Cascavel
Representantes de vinte entidades empresariais da Região Oeste formalizaram anteontem à noite a Carta do Oeste, alertando para o caos que se instalará na economia paranaense caso se concretize a majoração da tarifa nas rodovias pedagiadas. O documento, enviado ao governo estadual, foi elaborado durante reunião na Associação Comercial e Industrial de Cascavel (Acic), com a participação do presidente da Associação dos Usuários de Rodovias do Paraná, Paulo Muniz.
Muniz relatou a mobilização feita por entidade em todas as regiões do Paraná. Ele classificou o aumento da tarifa como brutal, e ouviu de dirigentes de entidades empresariais relatos mostrando que o setor produtivo não suportará a elevação de custos. Na Carta do Oeste, eles manifestam adesão à campanha da Associação dos Usuários de Rodovias que reivindica a criação de uma agência estadual de regulação das concessões de rodovias.
A Carta do Oeste foi respaldada pelos presidentes da Coordenadoria das Associações Comerciais e Industriais do Oeste do Paraná, José Roberto Guilherme, da Acic, Álvaro Largura, e da Cooperativa Agropecuária de Cascavel (Coopavel), Dilvo Grolli. Estiveram presentes ainda presidentes de outras cooperativas e outros grandes usuárias de rodovias.
Grolli relatou que com o aumento da tarifa os gastos da Coopavel com pedágio dobrarão. É dinheiro em dobro que deixará de circular, e que ficará concentrado nas mãos de concessionárias de rodovias, observou.
Segundo o vice-presidente da Caciopar, Antonio Lange, o pedágio é contra a lei e contraria os princípios básicos dos direitos do cidadão. Ele afirmou que o Brasil é o único País onde há pedágio em rodovias de pista simples e sem que se ofereça aos usuários via de tráfego alternativa. Participaram ainda os deputados estaduais Edgar Bueno (PDT) e Nereu Moura (PMDB), que defendem a criação da CPI do Pedágio na Assembléia.
Paulo Muniz, que defende o rompimento, pelo Estado, dos contratos com as concessionárias, lembrou que as estradas foram pagas pela sociedade. Ele disse que as concessionárias apenas tapam buracos. Muniz afirmou ainda que o pedágio é uma exploração em cima do serviço público, enquanto quem produz tem que disputar um mercado altamente competitivo com brutais tarifas.





