Ocupação temporária lidera lista de solicitações
A ocupação temporária lidera a lista de pedidos nos comitês eleitorais. Constrangidos em simplesmente pedir um favor, muitos eleitores se oferecem para trabalhar como cabos eleitorais. ''Minha luz está prestes a ser cortada e minhas crianças não têm nem o uniforme para ir a escola, então resolvi vir pedir uma vaga para trabalhar numa campanha'', diz a dona de casa Luzinete Catarina Arcage, 29 anos, desempregada há quatro meses. Residente no Parque Ouro Branco (zona sul), Luzinete quer uma saída imediata, ainda que temporária.
A penúria financeira fez o artista plástico e educador social Rubens Messias Nascimento, 42 anos, bater à porta de um comitê eleitoral de Londrina. ''De oito meses para cá, minha renda com a venda de artesanatos caiu de R$ 400,00 para R$ 80,00 por mês'', relata Nascimento. Ele mora com a noiva em Cornélio Procópio e, mesmo com nível superior, não consegue encontrar uma ocupação estável como educador social. ''Vim pedir trabalho nessas eleições por uma questão de necessidade mesmo'', argumenta o artista plástico.





