Curitiba - Durante o Fórum dos Presidentes das cooperativas, ontem, em Curitiba, o ministro Paulo Bernardo recebeu um documento redigido pela direção do Sistema Ocepar pedindo providências do governo federal para compensar as perdas causadas aos exportadores pela valorização cambial do real em relação ao dólar. Em resposta, o ministro afirmou que o governo estuda mexer nos contribuição das empresas para o INSS como forma de desonerar os gastos com mão-de-obra.
Segundo o presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski, as cooperativas pedem medidas alternativas, já que o governo não dá sinais de alterar a política cambial. ''Podemos ter uma série de medidas que minimizem o efeito da questão camial. Por exemplo, a retirada de tributos em relação à folha de salários'', disse Koslovski.
Essa, segundo o ministro, é justamente uma das propostas analisadas pelo governo federal. ''Estamos procurando outras medidas no campo tributário e de crédito que compensem as dificuldades causadas setorialmente pelo dólar, até porque mudar a política cambial provavelmente vai sair muito mais caro e pode desarrumar o conjunto da economia'', afirmou Bernardo. Por isso, o ministro declarou que o governo estuda mexer na contribuição do INSS. ''Isso seria positivo para os setores que empregam muita gente, com a mão-de-obra pesando muito na produção. O agronegócio tem vários setores que têm emprego intensivo de mão-de-obra e sem dúvida nenhuma será beneficiado'', acrescentou. (R.L)

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