Ocepar e Faep pedem tarifa diferenciada
O reajuste do pedágio reacende a luta do Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar) e da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) para que o governo do Estado e as concessionárias que gerenciam o pedágio no Estado estudem uma forma de cobrar tarifas diferenciadas para o transporte de produtos do agronegócio. Estudo encomendado pelas entidades e entregue ao governador Roberto Requião (PMDB), antes do Tribunal Regional Federal (TRF) de suspender o aumento, mostra que o reajuste do pedágio terá um impacto no frete desses produtos com destino ao Porto de Paranaguá entre 21,6% e 24,8%.
De acordo com o estudo, os produtores deixarão R$ 60,69 milhões nas praças de pedágio de todo Estado para escoar os 12,54 milhões de toneladas de milho e de soja em grão e farelo previstos para exportação nesta safra. A alta, segundo a Ocepar, afetará principalmente o mercado do milho. Como exemplo, a entidade cita o caso de um caminhão que sai de Maringá com destino a Paranaguá, carregado com 27 toneladas de milho, o equivalente a 450 sacas do produto, no valor de R$ 6,75 mil. O preço do pedágio hoje corresponde ao valor de 12,28 sacas. Se houver o aumento, este caminhão pagará R$ 299 de pedágio, o equivalente a 15,57 sacas, ou seja, 21,13% a mais de sacas de milho.





