Curitiba – A tentativa da bancada de oposição de obstruir a pauta de votação na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, a partir desta segunda-feira, deve ir por água abaixo. Apesar de defenderem o índice de 8,17% para os servidores, boa parte dos parlamentares da base aliada do governo afirma que não há chance de bloquear qualquer votação na Casa. A alternativa surgiu como forma de pressionar o Executivo a encaminhar para a AL o projeto de lei que concede aos servidores o reajuste.
Para Hussein Bakri, líder do PSC, tal iniciativa não resolve o problema. "Não tem chance de isso ocorrer porque somos da base governista. Concordamos com o índice da data-base, mas quem tem o poder de dar o aumento e arcar com a decisão é o governo, que tem que decidir baseado no que tem em caixa. Cabe a nós apenas votar ou não o reajuste", esquivou-se.
A última semana de maio começa com um clima de incerteza e ainda sem qualquer perspectiva sobre uma decisão sobre o envio do projeto de reajuste do funcionalismo estadual para a Assembleia. Com isso, a queda de braço entre o Executivo e os servidores prossegue. Em razão de problemas financeiros o governo diz que não tem como bancar um índice maior que os 5% (a ser pago em duas parcelas) e, por outro lado, as categorias apontam que não aceitam menos do que a data-base de 8,17%, se possível em parcela única.

BANCADA FEDERAL


Em meio ao impasse, uma comissão formada por deputados federais vem a Curitiba na segunda-feira para tentar intermediar uma negociação entre os grevistas e o governo. A comissão é formada pelo líder da bancada paranaense em Brasília, João Arruda (PMDB); pelos aliados de Beto, Alex Canziani (PTB) e Luiz Carlos Hauly (PSDB); além dos parlamentares de oposição Ênio Verri (PT) e Toninho Wandscheer (PT). Hauly inclusive foi ex-secretário Fazenda do governo Beto Richa entre janeiro de 2011 e outubro de 2013.
Segundo os servidores, eles ainda aguardam uma decisão do governo em relação ao reajuste. "`Queremos resolver a questão o mais rápido possível, mas dependemos de uma proposta concreta do governo para que possamos analisá-la antes de convocar uma assembleia, por exemplo", afirmou Mário Sérgio Ferreira de Souza, secretário de assuntos jurídicos da APP.

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