O Observatório de Gestão Pública de Londrina questionou uma concorrência pública, aberta pela Câmara de Vereadores, para a contratação de uma empresa que ficará responsável por uma série de serviços no prédio do Legislativo. Pelo edital, a vencedora do processo será contratada para prestar ''serviços de limpeza, copa, recepção, manutenção, portaria, motorista e jardinagem''.
A empresa forneceria funcionários e materiais necessários para realizar os serviços. Após os questionamentos do Observatório, a concorrência, que teria a abertura dos envelopes com as propostas das empresas interessadas ontem, foi suspensa pela Câmara para análise.
O vice-presidente do Observatório, Fábio Cavazotti, avaliou a suspensão de modo positivo. ''É importante que o Legislativo esteja preocupado com as nossas considerações. Não temos o interesse de que a licitação não seja feita, mas que o processo sem bem feito. Queremos auxiliar e não prejudicar o trabalho do poder público'', explicou.
Segundo ele, dois pontos da concorrência aberta pelo Legislativo chamaram a atenção da entidade. Um deles envolve a planilha integral de custos do processo. Cavazotti explicou que a tabela não traz os preços de todos os itens previstos. ''A descrição dos custos unitários traz transparência ao processo e é determinada pela Lei de Licitações, que exige planejamento antes da conclusão da licitação'', argumentou. O outro ponto envolve trecho da concorrência que deixa indefinida a qualidade do serviço prestado pela vencedora. ''Eles colocam que a qualidade e quantidade de funcionários precisa ser suficiente. Mas o que seria suficiente? Essa informação precisa ser objetiva para evitar que o poder público fique vulnerável ao serviço oferecido pela terceirizada. Vai ficar difícil para a Câmara exigir da vencedora mais para frente'', explicou.
Pela concorrência, a empresa vencedora vai receber até R$ 52.862,10 por mês para fazer a série de serviços. Não há a informação de quando o processo será reaberto pelo Legislativo.
O controlador da Câmara, Wagner Vicente Alves, explicou via assessoria de imprensa que além dos apontamentos feitos pelo Observatório, uma empresa de Medianeira, a Costa Oeste Serviços, também fez dois questionamentos ao edital - estes, porém, ainda não foram divulgados. ''Em uma análise preliminar já é possível indicar que alguns são pertinentes e outros impertinentes.''
Atualmente, a empresa que presta os serviços para a Câmara, Constrol, tem contrato válido até o dia 15 de janeiro do próximo ano. (colaborou Paula Barbosa Ocanha/Reportagem Local)

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