Obra relata que Aníbal ficou preso no quartel em 1969
Os autores do livro citam ainda o deputado estadual Aníbal Khury morto em agosto do ano passado. A obra relata que Aníbal ficou preso em um quartel no bairro do Boqueirão, em Curitiba, em 1969. Ele teve seus direitos políticos suspensos por dez anos e parte dos bens confiscados sob as mais diversas acusações: desde contrabando de café e armas até a participação em um suposto plano armado por terroristas internacionais para assassinar o presidente Costa e Silva (1967-71).
A nossa intenção foi resgatar a memória política recente, chamando a atenção para os políticos do Paraná que tiveram seus direitos políticos suspensos ou seus mandatos cassados sem direito à defesa, diz Milton Ivan Heller. O nosso trabalho requereu pesquisa, completa Maria Duarte. Na lista dos cassados lembrados pelos jornalistas no Memórias de 1964 no Paraná estão Léo de Almeida Neves, Jorge Khury, Alencar Furtado e Wilson Chedid. Todos deputados federais.
Dentre os estaduais, Milton Ivan e Maria Duarte destacaram: Aníbal Khury, Miguel Deniso, Mirian Perih, Waldemar Daros, Constantino Kotzias, Walter Pecóits, Jacinto Simões, Luiz Alberto Dalcanalle, Leon Naves Barcelos, João Simões, Jorge Nassar, Lázaro Servo e Sinval Martins de Araújo.
Outra vítima da truculência característica dos anos de chumbo, na coletânea reunida por Milton Ivan e Maria Duarte, foi o deputado Sinval Martins, espancado por agentes da polícia federal no meio da noite em um matagal próximo a Campo Largo. Sinval tinha problemas de coração, não resistiu aos maus-tratos e faleceu poucos dias depois. (L.D.)





