O re­tor­no das ati­vi­da­des do go­ver­no do Es­ta­do no Pa­lá­cio Igua­çu foi adia­do ­mais uma vez. A ex­pec­ta­ti­va é que o pré­dio es­te­ja pron­to pa­ra ser ocu­pa­do em ou­tu­bro pe­la go­ver­na­do­ria, vi­ce-go­ver­na­do­ria, as­ses­so­ria de co­mu­ni­ca­ção so­cial, Ca­sa Ci­vil e Ca­sa Mi­li­tar. Até ago­ra, as ­obras de re­pa­ro e res­tau­ra­ção da se­de ofi­cial do go­ver­no pa­ra­naen­se já cus­ta­ram mas de R$ 34 mi­lhões aos co­fres pú­bli­cos.
  De acor­do com o se­cre­tá­rio de Es­ta­do de In­fraes­tru­tu­ra e Lo­gís­ti­ca, Jo­sé Ri­cha Fi­lho, as ­obras es­tão pra­ti­ca­men­te con­cluí­das. ‘‘Fal­ta pou­ca coi­sa nas la­te­rais do pré­dio e ter­mi­nar a Ca­sa da Guar­da, res­pon­sá­vel pe­la ­segurança’’, diz ele. Mas ain­da é pre­ci­so dar con­ta de to­da a com­pra e en­tre­ga do mo­bi­liá­rio, de res­pon­sa­bi­li­da­de da Ca­sa Ci­vil.
  Ri­cha Fi­lho res­pon­sa­bi­li­za a ges­tão an­te­rior, de Ro­ber­to Re­quião e Or­lan­do Pes­su­ti (­PMDB), pe­la de­mo­ra na en­tre­ga da ­obra. ‘‘Fal­tou um me­lhor pla­ne­ja­men­to quan­do a ­obra co­me­çou. Não foi pre­vis­ta uma ­área pa­ra fun­cio­ná­rios ter­cei­ri­za­dos, por exem­plo, e ha­via fa­lhas na par­te elé­tri­ca, que não per­mi­tia a ins­ta­la­ção de com­pu­ta­do­res ou o re­fri­ge­ra­men­to ne­ces­sá­rio pa­ra apa­re­lhos de úl­ti­ma ge­ra­ção. No nos­so en­ten­di­men­to, es­ses de­ta­lhes são bá­si­cos e é in­con­ce­bí­vel que não es­ti­ves­se es­tru­tu­ra­do no pro­je­to ­original’’, afir­ma o se­cre­tá­rio.
  A rei­nau­gu­ra­ção do Pa­lá­cio Igua­çu - pro­mo­vi­da por Pes­su­ti em de­zem­bro - te­ria cau­sa­do da­nos que ti­ve­ram que ser re­pa­ra­dos, de acor­do com in­for­ma­ções de Ri­cha Fi­lho. ­’’Os pe­sa­dos apa­re­lhos de som co­lo­ca­dos lá den­tro da­ni­fi­ca­ram o pi­so. O ma­te­rial dou­ra­do da por­ta de en­tra­da, em pou­co tem­po, já es­ta­va oxi­da­do, o que de­mons­tra des­gas­te pre­co­ce do ­material’’, con­ta. Ri­cha Fi­lho diz ain­da que se pro­cu­rou dei­xar a ­obra o ­mais pró­xi­mo pos­sí­vel da ori­gi­nal.
  Se­gun­do o se­cre­tá­rio de In­fraes­tru­tu­ra, o go­ver­no não pre­ten­de fa­zer uma no­va rei­nau­gu­ra­ção quan­do co­me­çar a ocu­par o Pa­lá­cio Igua­çu. ­’’Reforma de pré­dio pú­bli­co é obri­ga­ção, afi­nal a Lei de Res­pon­sa­bi­li­da­de Fis­cal apon­ta que se de­ve cui­dar do pa­tri­mô­nio pú­bli­co. Não pen­sa­mos em fa­zer uma ­reinauguração’’, afir­ma.

● Planejado para ser a sede do governo estadual, foi inaugurado durante o governo de Bento Munhoz da Rocha, em dezembro de 1954

● Os trabalhos incluem a reforma do mapa do Paraná de 600 metros quadrados construído em relevo nos fundos do Palácio

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