Parte da dívida da Prefeitura de Londrina com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deverá ser saldada com a construção de um prédio de R$ 5 milhões. A proposta de convênio com o Instituto feita pelo Executivo foi aprovada ontem em segunda e última discussão pela Câmara de Vereadores, faltando agora só a sanção do prefeito Nedson Micheleti (PT).
O projeto de lei foi aceito pelo Legislativo com duas emendas modificativas. Uma delas, proposta pelo vereador Tercílio Turini (PSDB), prevê que o novo prédio tenha acessos às pessoas com deficiência e estacionamento que atenda à demanda. A emenda da pedetista Sandra Graça determina que, para afastar riscos de futuros desvios, o dinheiro seja depositado em uma conta corrente específica da contabilidade do Município.
De acordo com o gerente executivo do INSS em Londrina, Reinaldo Bruniera, o novo prédio será construído nos fundos da agência do INSS, localizada na Avenida Duque de Caxias, uma das quatro existentes hoje na cidade. Ao todo, serão 4 mil metros de construção que vão entrar na renegociação da dívida de R$ 35 milhões contraída à época da agora extinta Frente de Trabalho. O valor foi determinado pela Justiça para resguardar ao menos parte dos direitos trabalhistas não recolhidos por administrações passadas.
''Nosso grande problema hoje é a falta de espaço físico. Com uma sede única, o atendimento fica centralizado e o atendimento ao segurado e ao contribuinte fica mais fácil'', explicou o gerente. De acordo com ele, o projeto com o orçamento será feito pela diretoria do Instituto em Brasília, em parceria com a Prefeitura, tão logo saia a sanção.
O secretário municipal de Fazenda, Wilson Maria Sella, adiantou que a obra deve começar no máximo na segunda quinzena de janeiro, após licitação da Secretaria Municipal de Obras. ''A previsão é que ela termine de 18 a 24 meses'', declarou. Segundo o secretário, a construção será outra forma de repassar os R$ 250 mil pagos mensalmente ao INSS desde o ano passado. ''Depois de pronta a nova sede, o dinheiro volta a ser pago em parcelas'', explicou Sella.

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