Presidente do Grêmio dos Operários da Prefeitura de Londrina por 10 anos (dois mandatos consecutivos), o atual técnico de planejamento urbano da Secretaria de Obras, Glenisson Rodrigues, admitiu ontem à tarde que ''duas parcelas'' do seguro à Bradesco de Londrina e à Boa Vista Seguros (da Bradesco de Curitiba) teriam sido usadas, na verdade, para reformar a piscina da sede campestre do clube e para quitar dívidas trabalhistas de um casal demitido na gestão passada. ''Estávamos só com essas duas parcelas em atraso'', afirmou Rodrigues, segundo o qual a obra e a indenização cujos valores ele não soube dizer foram feitas sem assembléia, mas ''com aval dos diretores''. ''Inclusive o (Luiz) Bispo (atual presidente) sabia, pois ele era da diretoria'', acusou.
Essa foi a primeira vez que Rodrigues se manifestou sobre a CEI com a qual diz querer colaborar , decorridas já mais de duas semanas do início dos trabalhos. Ele nega que tenha deixado os R$ 43 mil de dívidas de seguro individual para a atual presidência e também qualquer débito com seguros de vida coletivos. ''Quando propus a reforma da piscina, me certifiquei com um corretor de que a carência da dívida com a seguradora era de até três meses'', resumiu.
Bispo rebateu acusando o ex-colega de ter parcelado a reforma da piscina em dois anos e de ainda ter deixado mais uma dívida, dessa vez de R$ 150 mil, com o INSS, e outra de R$ 27 mil com o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA), por construções irregulares. ''Tenho tudo isso documentado e entregue à Promotoria, e mais coisa está por vir'', avisou. (J.G.)

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