Curitiba Investigar todas as operações irregulares de uma das maiores companhias estatais do Paraná, ou as movimentações irregulares de quatro anos do que já foi o maior banco do Estado. O próprio objetivo de algumas CPIs é tão grandioso que acaba por gerar um temor entre os deputados: o de que no final pouco se tenha provado e que fique a impressão de que tudo ''acabou em pizza''.
Para Jovino Folador, auditor de órgãos públicos em banco, a tentativa de descobrir tudo o que foi feito de irregular é utópica. ''No caso do Banestado, por exemplo, já se perdeu a trilha de muitas coisas. Com certeza, arquivos eletrônicos comprometedores já foram pro vinagre, por exemplo'', acredita Folador.
O auditor ressalta, entretanto, que até mesmo em apenas 120 dias muita coisa já pode ser descoberta com uma investigação rigorosa. ''A questão é pegar o fio da meada. De repente, você tem um rombo visível no orçamento de uma empresa. Aí você entra lá e checa o que aconteceu com o dinheiro. Daí em diante, é só perceber o modo como as operações se davam e procurar ocorrências semelhantes'', explica o auditor.
Segundo Folador, existem irregularidades no Banestado que vão além dos empréstimos irregulares concedidos por diretores. ''Existia um esquema de compra de dívidas. Existe o caso de uma prefeitura que devia R$ 8 milhões ao banco, e foi procurada por uma pessoa que se ofereceu para eliminar a dívida junto ao banco mediante uma comissão. No Banestado, o furo foi grande'', revela. (R.S.)

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