Objetivo é concorrer ao governo do Paraná
Greca aproveitou a primeira entrevista como ministro para avisar que é candidato ao governo do Paraná em 2002. Segundo ele, sua opção pelo ministério - ao invés de exercer mandato na Câmara Federal - não inviabiliza o projeto. Vou deixar minha mulher, a Margarita (Sansone), aqui, como um canal para espalhar o que estarei fazendo, disse.
Greca disse que não teme perder espaço político para o prefeito de Curitiba, Cássio Taniguchi, seu principal adversário interno no PFL e tido também como pretendente à sucessão do governador Jaime Lerner (PFL). Vou servir as bancadas com grande entusiasmo, avisou o ex-prefeito de Curitiba. Para pavimentar seu projeto eleitoral, Greca pretende se aproximar politicamente dos deputados federais aliados.
Engenheiro urbanista e economista, Rafael Greca tem 42 anos. Seu primeiro cargo público foi como vereador de Curitiba. Elegeu-se deputado estadual duas vezes e foi prefeito de Curitiba de 1993 a 1996. É amigo pessoal do governador. Já foi secretário de Planejamento, de Governo e da Casa Civil, no governo Lerner. Elegeu-se o deputado mais votado em outubro, contabilizando 226.654 votos.
Ele disse que não tem opinião formada em relação à Lei do Passe, aprovada pelo Congresso. A princípio, parece muito simpático que aquilo que Joaquim Nabuco (um abolicionista) fez com os escravos consigamos nós fazer no limiar do novo século com os jogadores, ou seja, libertá-los, disse.
Segundo ele, a criação de Centros de Excelência, como o montado pelo governo do Paraná em parceria com a Rexona, no vôlei, será um dos interesses do ministério. Não falo só dos esportes de marketing, como futebol, automobilismo, vôlei e basquetebol, disse. Falo também dos esportes de várzea. Ele citou o lateral-direito corintiano Índio como exemplo de que vale a pena investir em esporte. Índio pataxó, de uma tribo marginalizada, pelo esporte chegou à condição de herói nacional, disse. (Leandro Donatti e Agência Estado)





