Brasília - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, chega ao Brasil no momento em que a presidente Dilma Rousseff consolida seu estilo de fazer política externa. Analistas internacionais afirmam que há uma reaproximação entre os Estados Unidos e o Brasil, depois das tensões causadas pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao governo do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, em favor do programa nuclear pacífico.
Em meio aos preparativos para a visita de Obama, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, admitiu que houve um ''esfriamento'' nas relações entre norte-americanos e brasileiros. Patriota se referiu ao acordo para a troca de urânio iraniano negociado por brasileiros e turcos e que foi rejeitado pela comunidade internacional.
Para o governo brasileiro, a América Latina deve ser tratada como prioridade. Tanto é que a única viagem ao exterior que a presidente fez foi a Buenos Aires, capital da Argentina. Na América do Sul, os argentinos são os principais parceiros econômicos do Brasil.
Recentemente, Patriota elogiou o governo norte-americano pela cautela adotada em relação à Líbia. Apesar de votarem favoravelmente à ação militar na Líbia como forma de pressionar o presidente líbio, Muamar Kadafi, os Estados Unidos defenderam que a medida só deveria ser adotada - como foi - depois de votação no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
O Brasil, por sua vez, absteve-se na votação sobre a Líbia sob a justificativa que o ideal é buscar o diálogo e que uma eventual intervenção militar poderá agravar a situação no país. Há mais de um mês, os líbios vivem em clima de guerra em decorrência dos embates entre as forças leais a Kadafi e a oposição.

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