Curitiba - A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR) deverá julgar na próxima sexta-feira a representação que pede a expulsão do advogado Carlos Alberto Pereira, que foi denunciado por receber indevidamente recursos de precatórios de servidores públicos estaduais aposentados e de pensionistas. O esquema, conhecido como ''máfia dos precatórios'' foi desvendado pelo Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce) que pediu a prisão dos supostos envolvidos: funcionários do escritório em que Pereira atuava desde a década de 80. Pereira, que atuava na área previdenciária, está foragido há mais de dois meses.
As primeiras representações contra o advogado na OAB foram recebidas em 1991. Ao todo, são 74 representações. Apesar das diversas denúncias dando conta de que servidores públicos teriam sido lesados pelo advogado, a OAB não havia dado nenhuma advertência ou suspensão para ele. Pereira continuava advogando normalmente até ser suspenso por 90 dias depois que a Justiça Estadual deu a primeira sentença condenatória, no dia 31 de maio de 2006 pelo juiz da 4 Vara da Fazenda Pública, Roger Vinícius. Na ação, Pereira é acusado de conseguir vencer uma ação previdenciária contra o governo do Paraná e receber o precatório sem ter repassado para a família do servidor público (que já estava morto).
Pereira foi condenado a restituir o valor pago para os familiares. Os bens dele foram bloqueados judicialmente. Ele é acusado de ser o mentor de uma quadrilha que teria recebido milhões de reais em precatórios devidos pelo governo do Estado a servidores públicos.

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