OAB pede que Orlando Silva saia da Pasta
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quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Das Agências 
São Paulo - O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, afirmou ontem que o ministro do Esporte, Orlando Silva, deveria renunciar ou pedir licença do cargo para se defender das acusações de corrupção. Para o advogado, Orlando Silva está usando o ''escudo'' do cargo para se defender. ''O ministro está desfocado, neste momento já perdeu a credibilidade junto à sociedade e isto certamente vai afetar o próprio governo Dilma'', afirmou.
Dois integrantes de um suposto esquema de desvio de recursos do Ministério do Esporte acusam Silva de participação direta nas fraudes, segundo reportagem publicada pela revista ''Veja''. Segundo o ministro, que tem desqualificado o policial militar em entrevistas, as acusações podem ser uma reação ao pedido que fez para que o TCU investigue os convênios do ministério com a ONG que pertence ao autor das denúncias.
Dilma
Assessores próximos à Dilma Rousseff comentaram que a presidente lamentou o excesso de preocupação com o caso envolvendo o ministro Orlando Silva (Esporte) justo neste momento em que visita a África pela primeira vez.
Anteontem, Dilma monitorou a distância o desempenho do ministro na audiência realizada na Câmara dos Deputados sobre as denúncias de irregularidades na pasta.
A presidente manteve contato com os ministros Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) para acompanhar o teor do depoimento de Silva. Dilma avaliou que o desempenho do ministro na Câmara foi bom. A presidente acredita que Silva está se defendendo de maneira contundente. Ela deixará para tomar decisões quando retornar ao Brasil.
AGU
Orlando Silva afirmou ontem, durante audiência em duas comissões do Senado, que a Advocacia-Geral da União (AGU) vai impetrar uma queixa-crime contra o policial militar João Dias Ferreira e o motorista Célio Soares Pereira. ''A justiça é o caminho para a contestação das calúnias que sofri. A própria Advocacia-Geral da União vai impetrar uma queixa-crime'', disse o ministro.
Ele destacou que optou por processar apenas os dois denunciantes e não a revista Veja, que veiculou a denúncia. Disse que pediu à revista para ter na próxima edição o mesmo espaço da matéria contrária a ele, mas não obteve resposta. Afirmou que a decisão de não processar a revista ou o jornalista é porque defende a ''imprensa livre''.


