RIO - O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) encaminhou ontem à Procuradoria Geral da República pedido de abertura de processo por prevaricação, peculato e corrupção passiva contra os governadores do Acre, Orleir Camelli (sem partido), e do Amazonas, Amazonino Mendes (PFL), acusados de envolvimento na compra de votos pró-reeleição. O Conselho, reunido no Rio, também solicitou que sejam processados os cinco deputados do Acre que teriam vendido seus votos - Ronivon Santiago e João Maia (expulsos do PFL), Zila Bezerra (PFL), Osmir Lima (PFL) e Chicão Brígido (PMDB).
A decisão da OAB foi unânime e o conselho determinou ainda o apoio à criação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a denúncia de venda de votos.
Outras decisões da reunião: declaração de repúdio ao processo de privatização a Vale do Rio Doce e desagravo ao jurista Celso Antônio Bandeira de Mello, que entrou com ação contra a venda da estatal e foi criticado na imprensa pelo ministro das Comunicações, Sérgio Motta, suspeito de participar da negociata com votos. O conselho da OAB reúne-se todos os meses em Brasília, mas o encontro ontem foi no Rio porque na cidade está acontecendo a XXXIII Conferência da Federação Interamericana de Advogados.

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