O presidente da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Apucarana, Deusdério Tórmina contestou ontem a acusação de que a entidade seria contra o recém-criado Comitê Suprapartidário pela Moralização na Administração Pública. As críticas partiram de Aurita Bertoli, presidente da União dos Mutuários e Moradores de Apucarana (UMMA) e uma das líderes do comitê, por causa da ausência da OAB na manifestação realizada anteontem, em frente ao Fórum.
O comitê foi criado para cobrar mais agilidade e rigor do Ministério Público (MP) na apuração de denúncias de irregularidades que teriam sido praticadas pelo prefeio Carlos Scarpelini (PSDB). Integrantes do movimento também querem a abertura de uma CPI na Câmara para investigarias. O documento pedindo a CPI não foi aceito anteontem, mas o comitê – que terá reuniões semanais – pretende insistir.
Tórmina disse que a OAB foi a primeira entidade que se ocupou deste assunto em Apucarana, há cerca de cinco meses. ‘‘Na época decidimos que a OAB faria um acompanhamento de todo o processo investigatório que está sendo conduzido pelo MP, que é o órgão competente para essa missão’’.
O dirigente justificou que, pelo fato de ser uma manifestação de partidos políticos de oposição à administração, a entidade resolveu não participar. ‘‘Fui procurado pelo padre Valter, que é pré-candidato a prefeito pelo PFL, insistindo para que a OAB entrasse no movimento’’, revelou.

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