OAB faz censura pública a autoridades do Paraná
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sábado, 11 de fevereiro de 2006
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - As nove autoridades paranaenses que teriam desrespeitado de alguma forma o exercício da advogacia foram apontadas ontem à tarde na manifestação organizada pela Ordem dos Advogados do Brasil/Seção Paraná (OAB/PR), em frente ao Fórum Cível de Curitiba. Os processos contra as autoridades se referem a casos ocorridos desde 1997 e que foram deferidos pela Câmara de Direitos e Prerrogativas da entidade.
Conhecida como sessão pública do desagravo, o ato serviu para ''inibir moralmente atitudes ofensivas por parte de autoridades às prerrogativas dos advogados'', conforme explicou o presidente da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abrac), Elias Mattar Assad, presente na manifestação. ''Seria uma espécie de censura pública.''
Uma das notas de desagravo foi a favor do advogado Frederico Otto Leodegar Killian, que não aprovou a conduta do procurador do Estado Manoel Henrique Maingué, durante audiência realizada em agosto de 1998. ''Ele estava retirando partes dos depoimentos das testemunhas. Quando resolvi usar o gravador, ele o retirou da minha mão e disse que não me aceitaria como advogado, me ofendendo diante dos meus clientes e das pessoas ali. A sessão foi encerrada em seguida'', disse Killian.
A versão do procurador é outra. ''O advogado foi ofensivo e mal educado, tanto que tive que suspender a audiência'', conta. Maingué afirma que está estudando a hipótese de entrar com uma medida judicial contra a OAB, já que ele foi impedido de se defender. ''Eu não fui intimado para ser ouvido. E até agora também não recebi todas as cópias do processo de desagravo, que solicitei à OAB em setembro do ano passado, nem a reprodução das provas'', criticou.


