OAB e CNBB criticam adiamento de votação
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 07 de abril de 2010
Márcio Falcão<br>Folhapress 
Brasília - Entidades do movimento de combate à corrupção criticaram ontem a decisão dos líderes partidários da Câmara dos Deputados de adiar para maio a votação, em plenário, do projeto que estabelece a ''ficha limpa'' para os candidatos às eleições. Para os representantes, a resistência ao texto mostra que os parlamentares agem em interesse próprio sem levar em consideração a vontade popular.
Para o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, a mudança de postura dos líderes que sinalizaram colocar o texto em votação na noite de ontem, mas decidiram alterar a proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), é motivado pelo corporativismo.
''Hoje (ontem) a Câmara frustrou mais de 1,5 milhão de brasileiros e mostrou que os interesses pessoais se sobrepõe ao interesse da sociedade. A Câmara perdeu a oportunidade e prestou desserviço a si própria. O projeto resgataria a boa imagem dos políticos do pais e daria uma lufada de esperança aos brasileiros'', disse.
Na avaliação do secretário-geral da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), D. Dimas Lara, os deputados precisam entender que o projeto não é contrário aos políticos. ''Esse é um projeto a favor da sociedade e não contra o parlamento'', disse.
D. Dimas afirmou ainda que o movimento não aceitará grandes mudanças na proposta como têm defendido alguns parlamentares, sendo que uma delas seria que não poderia se candidatar candidato condenado em segunda instância.


