Em apenas dois dias de funcionamento a Comissão contra Corrupção Eleitoral de Maringá recebeu sete denúncias de compra de votos e uso da máquina administrativa. Criada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Maringá e entidades da comunidade, a comissão pretende investigar, formalizar as denúncias e obter um resultado da Justiça Eleitoral em no máximo três semanas.
Segundo Sérgio Inácio Gomes, um dos coordenadores da comissão, a maioria das denúncias é por comércio de voto e em alguns casos contra um mesmo candidato. ‘‘Por enquanto não vamos divulgar as informações até para podermos garantir os trabalhos sem nenhum tipo de favorecimento’’, disse Gomes.
A comissão foi criada para fiscalizar a lei 9.840/99 que, pela primeira vez, está sendo utilizada em uma eleição. ‘‘A (lei) 9.840 é também a primeira lei em nosso País criada por iniciativa popular’’, lembra o coordenador da comissão, também denominada ‘‘Comitê 9.840’’. Conforme Gomes, se a denúncia proceder, o candidato ou pessoa que já exerce um cargo está sujeito a multa e cancelamento de registro ou do diploma de eleito.
Pela lei, a multa varia de 1 mil a 50 mil Ufirs – entre R$ 1,06 mil e R$ 53 mil. Também quem vende o voto está sujeito à multa. As denúncias podem ser feitas pelo telefone (44) 227-5150 em horário comercial.
Além de Maringá, a OAB de Cascavel disponibiliza um grupo de advogados para receber e encaminhar à Justiça denúncias de crimes eleitorais.

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