Curitiba - A Comissão de Fiscalização da Administração Pública da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Londrina divulgou uma nota na qual repudia a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), de autoria de deputados estaduais, que proíbe a disposição de policiais militares e civis ao Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público (MP) do Paraná. De acordo com a nota divulgada pela OAB de Londrina, a medida é inconstitucional e dificultará as atividades dos membros do MP, em benefício ao crime organizado.
A OAB de Londrina também questiona o surgimento da PEC num momento em que a Assembleia Legislativa (AL) do Estado é alvo da Operação Ectoplasma, conduzida pelo Gaeco desde o último dia 24 com o objetivo de apurar desvio de dinheiro a partir da contratação de comissionados fantasmas e laranjas. ''Tal medida mostra-se puramente retaliatória, vingativa e contrária à população paranaense'', diz a nota.
A PEC se tornou pública no último dia 12 e foi considerada a primeira retaliação da AL após a Operação Ectoplasma. O presidente da AL, Nelson Justus, até agora não se manifestou sobre a PEC.

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