Brasília - A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) divulgou nota ontem classificando de prejudicial à sociedade a decisão dos juízes estaduais e do Trabalho de entrarem em greve entre os dias 5 e 12 de agosto. Assinada pelo presidente interino da OAB, Roberto Antonio Busato, a nota diz que a paralisação é ''classista'' e constitui ''agressão à ordem jurídica''. ''A greve tem um caráter de interesse próprio, promovida por uma categoria que, por desempenhar funções de Estado, apenas vai prejudicar a sociedade.''
A entidade diz reconhecer a preocupação com os reflexos que a reforma pode ter na magistratura, mas que os juízes estão confundindo suas prerrogativas constitucionais com as ''aposentadorias pagas, no final das contas, pelos contribuintes''. ''É preciso ficar claro que se trata de um movimento classista que visa receber, a todo custo, um tratamento diferenciado, e não de defesa de suas prerrogativas.''
Para os presidentes do STF (Supremo Tribunal Federal), Maurício Corrêa, e do TST (Tribunal Superior do Trabalho), Francisco Fausto, a paralisação é inconstitucional, porque os juízes representam um Poder.

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