OAB adia decisão sobre representação
Se a Câmara de Vereadores vai aguardar representação da sociedade para agir, ação como essa não virá, pelo menos agora, de membros da subseção regional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). No dia 14, o presidente da entidade, Wilson Sokolowski, disse à FOLHA que até o final desta semana seria apresentada medida do tipo, ao Legislativo, pedindo a cassação do mandato de Henrique Barros (PMDB) por quebra de decoro parlamentar. Ontem, contudo, o secretário-geral da subseção, Eliton Araújo Carneiro, disse que tal decisão será submetida ao conselho da Ordem, que só se reúne em 13 de fevreiro.
''O presidente resolveu colocar isso sob o prisma do conselho porque se trata de matéria muito delicada; a Ordem sempre agiu com equilíbrio, então vai adiar a decisão para uma análise técnica mais apurada'', justificou.
No Ministério Público (MP), o promotor que assumiu o caso ontem - os demais saíram em férias de 15 dias -, Leonir Batisti, informou que as investigações prosseguem no sentido de ''complementar informações'' àquelas que já vinham sendo apuradas. Batisti admitiu que estão sob análise outros casos à parte das três situações que subsidiaram a primeira parte do inquérito, concluída anteontem com o indiciamento de Barros por crime de concussão.
Batisti destacou ainda que cópia da denúncia de formação de quadrilha e concussão contra cinco edis foi encaminhada à Câmara de Vereadores, protocolada na Presidência.
Sobre os possíveis desdobramentos da investigação, a FOLHA apurou que, ontem, o MP requisitou à Câmara cópia de uma lei municipal cujo projeto passou na Casa em dezembro passado - uma doação de terreno a empresa da cidade. A reportagem levantou ainda que, anteontem, um empresário do ramo de construção civil prestou esclarecimentos à promotoria, o que não foi negado ontem pelo promotor. (J.G.)





