Vão abrir a mala ?
Venho insistindo, há meses, que o problema do transporte coletivo da capital só se esclarece com uma perícia de caráter judicial. Pois agora há uma chance com a ação civil pública que o Ministério Público move pedindo a anulação da última licitação por força das investigações e das delações premiadas da operação "Riquixá". A atuação das empresas no certame foi bem parecida com o ocorrido em outras cidades e a forma como agiram, irmanadas, tira qualquer sentido de competição. A atuação consorciada é de longo tempo e o oligopólio montado tem empresas de menor porte que não cumprem questões primárias como adiantamentos de salários constantes nos contratos e que acabam gerando greves e botando o sistema sob pressão.

Chega numa hora boa, num momento em que a tal tarifa técnica suplanta de longe a praticada no mercado, o que impõe a necessidade do subsídio ou de um reajuste inconcebível. Tivemos sob Gustavo Fruet, além de uma CPI na Câmara Municipal (hoje inimaginável dada a maioria folgada com o atual prefeito), uma auditagem do Tribunal de Contas que fez indicações para a baixa tarifária. Foi a fase mais firme de enfrentamento do cartel que também encara as ações do Gaeco com o constrangimento de abrir a bolsa de Pandora.

Altamente conveniente essa intervenção ministerial num momento em que as condições políticas favorecem o clima pactual entre o grupo de empresas e o governo, como se percebeu desde o último reajuste e que ambos os lados prometem manter o valor das passagens pelo menos até o fim do ano.

A campanha

O Tribunal Regional Eleitoral faz na segunda-feira, dia 20, pela manhã, reunião com partidos e candidatos para ajustar questões relativas à campanha e que contará a partir do dia 31 com o horário gratuito na fase mais aguda do processo. Nesse encontro vão discutir, entre outras questões, a partilha do tempo a vigorar no horário gratuito.

Onça

Numa área de proteção ambiental de Guaraqueçaba "armadilhas" fotográficas captaram, pela primeira vez, exemplares de onças. Organismos ligados à área dão enorme repercussão porque até então havia vestígios, pegadas de patas e fezes, mas nunca documentação tão clara e insofismável. Com a descoberta urge melhorar as condições de vigilância na região pelo fato de os caçadores serem tão ousados que costumam agir até no parque nacional do Iguaçu.

Incêndios

Segundo o Corpo de Bombeiros, neste ano já tivemos até agora mais incêndios florestais do que o total do ano passado. A baixa umidade relativa do ar facilita a expansão dos acidentes.

Fraca na rua

A campanha eleitoral já iniciou e percebeu-se que neste ano teremos uma das mais fracas no uso das ruas. Em Curitiba isso está caracterizado na Boca Maldita e ao longo do calçadão. O esforço que se desenvolve há muito tempo para não emporcalhar os centros urbanos, e não render poluição visual, além dos limites que não permitem bonecos e cavaletes, poucos são os candidatos que se dispõem desde já ao corpo a corpo e a animação por certo virá com as barracas de vender botons, distintivos, bonés e flâmulas a pretexto de renda extra.

Transplantes

No primeiro semestre deste ano, apreciável o incremento de doações para transplante com um acréscimo de 32% sobre os números do ano passado.

Transição

Acertadas as transferências em leilão do Hospital Evangélico e de seu curso de medicina, espera-se que a transição mantenha os serviços em pleno funcionamento pelo papel de vanguarda que desempenha na Região Metropolitana no atendimento do Sistema Único de Saúde. O martelo foi batido por R$ 259 milhões e a expectativa pública é que tudo volte ao normal.

Aécio
O senador Aécio Neves, candidato a deputado federal, declarou R$ 6,1 milhões em bens ao Tribunal Superior Eleitoral, valor esse 145% maior que o declarado em 2014, quando disputou a presidência e afirmou ter patrimônio de R$ 2,5 milhões. Portanto, nesses quatro anos o patrimônio cresceu 93%. Outro ex-candidato a presidente de oposição complicado é o também senador José Serra, que segundo autoridades suíças teria levado 400 mil euros de uma empresa offshore que tem entre um dos seus procuradores um lobista da Alston.

Hauly

Novamente em destaque o deputado federal paranaense Luiz Carlos Hauly na convicção de que a reforma tributária a ser discutida e aprovada será a dele por tratar-se de uma convergência de tudo o que foi sugerido no Congresso nos últimos 30 anos e negociado com todos os setores.

Folclore
Um novo delegado da Receita Federal em Paranaguá veio de navio e mal chegou ao porto ganhou um apelido: mão de gengibre por causa do grande número de bolhas na pele.

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