O quebra-cabeça de Cardoso
PMDB
Ministério dos Transportes - o ministro Eliseu Padilha pode permanecer no posto. No caso de uma negativa sua, está cotado o ex-deputado Luiz Roberto Ponte (PMDB-RS).
Ministério da Justiça - o ministro Íris Rezende já havia acertado com o governador de Goiás, Maguito Vilela, que disputaria o governo do Estado. Maguito tentaria uma vaga no Senado. Agora, porém, admite ficar no posto. Para substituir Íris foram lembrados os nomes de seu secretário-executivo, José de Jesus, e dos senadores Jáder Barbalho (PA) e José Fogaça (RS) para o caso de Padilha não ficar nos Transportes.
Secretaria de Políticas Regionais -A cúpula do PMDB e o Palácio do Planalto torcem para que o secretário Fernando Catão fique onde está, com as bençãos de seu cunhado e padrinho, senador Ronaldo Cunha Lima (PMDB-PB). Mas a disputa interna já começou. As bancadas do PMDB de Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Piauí já se insinuaram para o caso de o senador não se acertar com o governo.
PFL
Ministério do Meio Ambiente - O ministro Gustavo Krause tenta uma cadeira na Câmara, deixando sua vaga para o PFL pernambucano do vice-presidente Marco Maciel. Os mais cotados para cumprir um mandato tampão até o fim do ano são Aloísio Sotero, secretário-geral do Ministério da Educação nas gestões de Maciel e do presidente do PFL, Jorge Bornhausen, e Emílio Carasai, secretário de Agricultura do governo de Pernambuco na administração Maciel .
Ministério da Previdência Social - O ministro Reinhold Stephanes bem que tentou emplacar seu secretário-executivo, José Cechim, mas foi derrotado pela cúpula pefelista, que exige um filiado do partido para seu lugar. Os deputados federais querem o presidente do INSS, Crésio Rolim, mas o padrinho mais forte para fazer o substituto de Stephanes é o governador do Paraná, Jaime Lerner (PFL). O governador sugeriu seu secretário de Previdência, Renato Folador, ou o presidente do PFL paranaense, José Carlos Gomes de Carvalho. Os senadores tentam emplacar o colega Vilson Kleinubing (PFL-SC).
PPB
Ministério da Indústria, Comércio e Turismo - O ministro Francisco Dornelles (RJ) quer voltar à Câmara deixando em seu lugar o ex-ministro das Minas e Energia Marcus Vinícius Pratini de Morais, que preside hoje a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). A bancada na Câmara reagiu por não ter sido consultada sobre a indicação de Pratini, mas o senador Esperidião Amin (PPB-SC) confirma que ele é o nome forte do partido para o lugar de Dornelles.
PSDB
Ministério do Planejamento - O ministro Antônio Kandir (SP) é outro que deixa o posto para voltar à Câmara. O primeiro nome lembrado para seu lugar foi o do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Pedro Parente. Hoje, porém, quem está mais cotado para o cargo é o atual ministro do Trabalho, Paulo Paiva (PTB), que não enfrenta oposição do governador paulista Mário Covas, e se entende bem com o senador tucano José Serra (SP). Paiva já avisou que não ficará onde está. Se não foi para o Planejamento, pretende candidatar-se a deputado.
Ministério da Saúde - O ministro Carlos Albuquerque deixou o ministério e deve dar lugar para o senador José Serra. Serra já tem convite do presidente Fernando Henrique Cardoso. Falta, agora, definir uma fonte de recursos própria para o setor ou, no mínimo, um ministro do Planejamento que se entenda bem com Serra, que se recusa a ficar refém da área econômica na liberação de recursos.





