''O que importa é que essa quadrilha seja condenada'', diz MP
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quarta-feira, 01 de agosto de 2001
De Londrina 
O promotor Cláudio Esteves, um dos autores da denúncia contra Beto Youssef, disse que nesse caso a competência da esfera judicial federal se inicia somente com a existência do processo na própria Justiça Federal. Sempre foi competência da Justiça Estadual porque perante a Federal não havia processo, justificou. Pouco importa se na Justiça Federal ou Estadual vai tramitar o processo, o que importa é que essa quadrilha seja condenada o quanto antes. Confiamos do mesmo modo na Justiça Federal, afirmou.
O advogado de Alberto Youssef, João dos Santos Gomes Filho, afirmou que a ação impetrada pelo Ministério Público (MP) de Londrina é ilícita. A ação do MP é absolutamente vazia e até por isso estou pedindo habeas-corpus pela ausência dos preceitos informativos da prisão preventiva e incompetência do juízo.
Youssef está sendo investigado em 37 inquéritos instaurados na Polícia Federal, em Londrina, por suspeita de lavagem de dinheiro através de contas fantasmas abertas em agências do Banestado em Londrina e municípios vizinhos. Essas contas teriam movimentado R$ 150 milhões entre maio de 1998 e janeiro de 1999. O que a gente espera é que nesses inquéritos, a quadrilha seja denunciada rapidamente e que haja a conclusão com a máxima brevidade, afirmou Esteves. A reportagem não conseguiu localizar o procurador Mário Leite. (C.O.)


