O QUE FICOU SEM RESPOSTA
O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado já tomou 11 depoimentos para tentar elucidar o escândalo da violação do painel de votações, mas até agora algumas perguntas continuam sem resposta. O que está pendente:
- Se recebeu apenas uma consulta sobre o grau de segurança do painel de votações como sustenta José Roberto Arruda por que a ex-diretora do Prodasen Regina Célia Peres agiu como se tivesse recebido uma ordem para conseguir a lista de votação e comandou uma operação para violar o painel?
- Por que a ex-funcionária do Prodasen não procurou Antonio Carlos Magalhães para confirmar o pedido que lhe fora apresentado por Arruda em seu nome?
- Se ACM não pediu a lista de votos, por que aceitou receber o documento e ainda telefonou para Regina a fim de tranquilizá-la e agradecer pelo trabalho?
- Se o seu nome foi usado indevidamente, como sustentou em seu depoimento, por que ACM manteve silêncio e não tomou nenhuma medida para punir Regina e Arruda?
- Se escondeu a lista para preservar a imagem do Senado e o resultado da votação, por que ACM continuou negando a existência do documento mesmo após a divulgação de laudos da Unicamp comprovando que o painel fora violado e que uma lista com os votos fora extraída?
- Se Arruda também não havia pedido a lista, por que não cobrou uma atitude do então presidente do Senado tendo consciência que havia sido feita uma ilegalidade?
- Se Arruda não pediu a lista, nem deu uma ordem para que fosse conseguida, por que os funcionários do Prodasen trabalharam de madrugada para garantir que o documento fosse conseguido na manhã seguinte?
- Se era só uma consulta, por que o assunto foi tratado com sigilo e urgência, demandando reuniões fora do ambiente de trabalho e encontros furtivos entre Arruda e Regina dentro de um automóvel?
- Se Arruda não pediu a lista, por que recebeu um telefonema de Regina na manhã da sexta-feira, em seu telefone celular? (A.E.)





